Compre a Arte e Letra: Estórias pela internet

22 de dezembro de 2008

Seguem aqui os links para compra das edições A, B e C da Arte e Letra: Estórias:

Edição A

Edição B

Edição C

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Arte e Letra: Estórias no Estadão

21 de dezembro de 2008

Textos curtos escondem grandes verdades

Arte e Letra: Estórias oferece, a cada três meses, narrativas inéditas ou pouco conhecidas de autores consagrados

Ubiratan Brasil

A revista literária Arte e Letra: Estórias nasceu, como reconhecem os próprios fundadores, na contramão do mercado. Afinal, Irinêo Netto e Thiago Tizzot investiram tempo e dinheiro em um produto que habitualmente nasce com o atestado de óbito já preenchido. Felizmente, não é o que acontece com a publicação. Com periodicidade trimestral, acaba de sair o terceiro número (ou Edição C, como preferem os editores, substituindo algarismos por letras), que chega com o mesmo fôlego das anteriores.

Formada por textos de ficção e não-ficção, produzidos por brasileiros e estrangeiros, inéditos ou fora de circulação há algum tempo, a Arte e Letra: Estórias traz agora apenas contos. E, de quebra, um presente para os fãs de Paul Auster: O Conto de Natal de Auggie Wren, história inédita no Brasil que o escritor escreveu nos anos 1990, a pedido do jornal The New York Times.

Habilidoso no jogo de perspectivas com que envolve o leitor, Auster conduz a história a partir de um narrador que relata o que ouviu de Auggie Wren, balconista de uma tabacaria nova-iorquina, que revela como conseguiu sua máquina fotográfica. Nada é o que parece ser.

Outra jóia preciosa é o conto Pontes Como Lebres, também inédito nas páginas brasileiras, escrito pelo veterano uruguaio Mario Benedetti. Um dos mais importantes nomes da literatura latina atual, ele se revela um obcecado pelas questões centrais da sobrevivência, desde relações amorosas até rituais burocráticos que cercam a vida profissional. No conto, Benedetti aproveita a descrição de uma rápida viagem pelo Uruguai para revelar seus próprios demônios.

Tornou-se tradição, aliás, o fato de a Arte e Letra: Estórias adiantar textos ou publicar inéditos. A primeira edição, por exemplo, lançada em março, trazia uma rara experimentação de Cristóvão Tezza no conto Um Dia Ruim. O ponto de partida é ótimo - Alice (mais tarde rebatizada de Beatriz) tenta reestruturar sua vida após um casamento falido utilizando seus melhores recursos: a habilidade com as letras. Depois de publicar um anúncio em jornal oferecendo assessoria na produção de textos, ela começa a receber pedidos bizarros. Como a de uma velha senhora, disposta a confessar o assassinato do marido traidor.

O cardápio veio mais sortido no segundo número (ou edição B). Além de textos de H.L. Mencken, J.M. Coetzee, Luigi Pirandello, Machado de Assis e G.K. Chesterton, a revista trouxe um trabalho de David Foster Wallace, um dos grandes nomes da nova literatura norte-americana, que foi encontrado enforcado em sua casa na Califórnia, em setembro. Ele estava com apenas 46 anos. Com um livro já publicado aqui pela Companhia das Letras (Breves Entrevistas com Homens Hediondos), Wallace é autor de um ensaio sobre David Lynch que figura no livro A Supposedly Fun Thing I?ll Never Do Again. Imperdível.

“A idéia básica é abastecer os leitores de estórias, supondo que uma revista com vários textos mais curtos do que um livro, capaz de apresentar novos autores, publicar contos inéditos, ensaios e traduções de obras que nunca foram lidas em português (mas precisam ser), pode ser atraente”, escrevem os editores no prefácio do primeiro número. “Irresistível até.”

A dupla, aliás, apóia-se na linha de raciocínio do argentino Ricardo Piglia, para quem uma narrativa curta sempre conta duas histórias: uma visível que esconde outra, invisível. “O conto reproduz a busca sempre renovada de uma experiência única que nos permite ver, sob a superfície opaca da vida, uma verdade secreta”, afirma Piglia.

Vem daí, portanto, a acertada opção editorial de Arte e Letra: Estórias - apesar de breves, seus textos exibem um fôlego invejável, capaz de tanto estimular a leitura da obra dos escritores selecionados como também induzir à reflexão. Colabora ainda a opção gráfica, que prefere ilustrações com um traço antigo, sem grandes rebuscamentos, mas de indisfarçável bom humor. O necessário para manter a elegância das páginas.

Vendida ao preço de R$ 16,50, a revista pode ser encontrada em algumas livrarias de São Paulo, como Livraria da Vila, na Livraria Sobrado, Pop e Leitura Dinâmica. Outra opção é encomendar pela internet (www.arteeletra.com.br/estorias). Nessa opção, será acrescido um valor de entrega pelo correio.

Arte e Letra: Estórias na Carta Capital

19 de dezembro de 2008
Leituras

19/12/2008 17:57:06

Rosane Pavam

A simples existência de revistas literárias, grandes pelo que imaterialmente significam, indica já uma esperança para a palavra. A edição em português da Granta, que chega ao seu terceiro número pela Alfaguara (360 págs., R$ 39,90), enche olhos e mentes de esperanças. Lá está traduzida a edição número 100 inglesa, sob coordenação de William Boyd, que trouxe colaboradores do porte de Martin Amis, Doris Lessing, Mario Vargas Llosa, Hanif Kureishi e Ian McEwan para mostrar suas novidades, trechos de romances em andamento, contos e poemas.

No início do século XX, Jack London viveu do que escrevia para as revistas literárias. Jorge Luis Borges as dirigiu, e Julio Cortázar apareceu nelas. Tais publicações precisam existir, ainda mais em palpáveis brochuras, porque o bom texto nasce dessas muitas tentativas.

Arte e Letra Estórias (Arte e Letra Editora, 80 págs., R$ 16,50), também em terceiro volume, é outra publicação estupenda, por mesclar autores como Mario Benedetti, Arthur Schnitzler, Paul Auster e Horacio Quiroga em projeto gráfico estimulante. Neste número, não há brasileiros. Mas é preciso que todos se lembrem de sua existência. Consagrados ou desconhecidos, estimulados a escrever, os locais farão a arte possível.

Descubra onde comprar sua revista Arte e Letra: Estórias

11 de dezembro de 2008

Aos poucos a Arte e Letra: Estórias vai surgindo nas prateleiras das livrarias. Confira aqui onde você pode comprar o seu exemplar:

*** CURITIBA ***

LIVRARIA ARTE & LETRA

Fone: (41) 3039-6895

Rua Pres. Taunay, 40 dentro do Lucca Cafés Especiais

CEP: 80420-180 - Curitiba / PR.

ITIBAN

Fone: (41) 3232-5367

Av. Silva Jardim, 845

Centro – Curitiba / PR

FNAC

Fone: (41) 2141-2014

Rua Profº Pedro Viriato P. Souza, 600 Lj. 101

CEP: 81200-100 – Mossunguê – Curitiba / PR

QUINTANA CAFÉ & RESTAURANTE

Fone: (41) 3078-6044

Rua Batel, 1440

CEP: 80420-090 – Curitiba / PR

LIVRARIA SARAIVA

Fone: (41) 3232-8081

Rua Comendador Araújo, 728 Shopping Cristalpiso L2

CEP: 80420-000 – Curitiba / PR

LIVRARIA SOLAR DO ROSÁRIO

Fone: (41) 80510-200

Rua Duque de Caxias, 4

CEP: 80510-200 – Curitiba / PR

GHIGNONE

Fone: (41) 3019-3973

Rua Comendador Araújo, 534

CEP: 80420-000 – Curitiba / PR

*** SÃO PAULO ***

LIVRARIA DA VILA

Fone: (11) 3814-5811

Rua Fradique Coutinho, 915

CEP: 05416-011 – Pinheiros – São Paulo /SP

LIVRARIA SOBRADO

Av. Moema, 493

CEP: 04077-022 – São Paulo / SP

LIVRARIA POP

Fone: (11) 3081-7865

Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 297

CEP: 05415-030 – Pinheiros - São Paulo / SP

LEITURA DINÂMICA

Fone: (11) 2195-3660

Rua Santo Egídio, 650

CEP: 02461-011 - São Paulo / SP

*** RIO DE JANEIRO ***

LIVRARIA DA TRAVESSA

Fone: (21) 3138-9590

Rua Visconde de Pirajá, 572 - Loja A

CEP: 22410-002 – Ipanema – Rio de Janeiro / RJ

LETRAS E EXPRESSÕES

Fone: (11) 2247-8737

Rua Visconde de Pirajá, 276

CEP: 22410-000 – Rio de Janeiro / RJ

ARTEPLEX

Fone: (21) 2559-8776

Praia do Botafogo, 316 – Térreo D/E

CEP: 22250-040 – Botafogo – Rio de Janeiro /RJ

*** PORTO ALEGRE ***

ZOUK

Fone: (51) 3012-0056

Rua Garibaldi, 1329

CEP: 90035-052 – Porto Alegre / RS

*** JOINVILLE ***

LIVRARIA MIDAS

Rua Dr. João Colin, 475

CEP: 89204-000 – Joinville / SC

*** MARILIA ***

LIVRARIA POIESIS

Fone: (14) 3414-1828

Avenida Maria Fernandes Cavallari, 1774

CEP: 17526-431 - Jardim Cavallari – Marília / SP

Eis a C!

1 de dezembro de 2008

A Arte e Letra: Estórias chega a sua terceira edição sem perder o fôlego. Desta vez a revista literária traz somente contos. O texto de Paul Auster, O Conto de Natal de Auggie Wren, é inédito no país e é o resultado de um pedido do jornal New York Times para o escritor. Também é inédito no Brasil o conto Pontes como Lebres do escritor argentino Mario Benedetti. Completam a lista de autores da edição C Jonathan Coe, Arthur Schnitzler, Horacio Quiroga, M. R. James, o estreante Ernesto Klüppel e um trecho do romance Longe Daqui da autora americana  Amy Bloom ainda inédito por aqui. A parte gráfica desta edição é feita por cartas de baralho antigas.

Estes escritores vêm se juntar a J. M. Coetzee, José Saramago, Cristovão Tezza, Stephen King, Eça de Queirós, Miguel Sanches Neto e outros que já passaram pelas páginas da Arte e Letra: Estórias.

Anunciado o vencedor do Nobel de 2008

9 de outubro de 2008

A academia sueca acabou de anunciar que o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura deste ano é o escritor francês Jean-Marie Gustave Le Clézio.

David Foster Wallace (1962-2008)

14 de setembro de 2008

Este final de semana a literatura americana, e mundial, perdeu um de seus grandes expoentes. David Foster Wallace foi encontrado enforcado em sua casa na California. O escritor americano tinha 46 anos e ficou conhecido pelo livro Infinite Jest de 1996 [ainda inédito no Brasil]. Era considerado um gênio pela crítica americana e seus ensaios atraíam um grande número de fãs. Você pode conferir um dos trabalhos de David Foster Wallace na edição B da Arte e Letra: Estórias em em ensaio sobre David Lynch que está no livro A Supposedly Fun Thing I’ll Never Do Again.

Crônica de uma vida de mulher

9 de setembro de 2008

Editora Record lança mais um título de sua coleção Grandes Traduções. Desta vez o livro escolhido foi Crônica de uma vida de mulher do autor Arthur Schnitzler.

O livro apresenta a história de Therese Fabiani, austríaca de família decadente e destino ingrato. A jovem, cuja vida é contada desde seus 16 anos, vê seu núcleo familiar se esfacelar depois da loucura do pai. Sem demonstrar grande sofrimento – nem mesmo quando a mãe se faz cafetina e tenta entregá-la aos braços de um velho conde -, ela procura individualmente seu próprio caminho. A sociedade, contudo, já manifesta a perda de valores que caracteriza o século XX e está longe de lhe proporcionar o abrigo que a família um dia lhe ofereceu” segundo o release da editora.

O livro tem 400 páginas e preço sugerido de R$52,00. A tradução ficou com Marcelo Backes.

Rimas da vida e da morte

3 de setembro de 2008

Novo livro de Amós Oz fala do poder da ficção como meio de aproximação.

“Um romancista medianamente famoso se prepara para dar uma palestra e participar de um debate sobre sua obra num centro cultural de bairro, em Tel-Aviv. Enquanto faz hora num café, passa a imaginar uma história para cada indivíduo que vê à sua volta. A atraente garçonete que o serve, por exemplo, vira exnamorada do goleiro reserva do time de futebol Bnei Iehudá. Dois homens que conversam numa mesa próxima se convertem, na sua fantasia, em mafiosos discutindo a situação de um terceiro homem, um ricaço que agora definha na UTI de um hospital. A compulsão ficcional do escritor prossegue durante e após a palestra, resultando numa teia de histórias imaginárias que começam a se embaralhar com a trajetória do protagonista, a ponto de não sabermos, por exemplo, se ele foi ou não para a cama com a moça solitária que leu para o público trechos de suas obras no evento do centro cultural. Ficção e realidade se confundem nesta narrativa singular e envolvente, o mais recente livro de Oz, cujo próprio título, Rimas da vida e da morte, é tirado do livro fictício de um autor idem, o poeta Tsefania Beit-Halachmi, cujos versos o protagonista e outros personagens vivem citando.” Segundo release da editora.

O livro tem previsão para 08 de Setembro, 120 páginas e preço sugerido de R$31,00. A tradução ficou com Paulo Geiger.

Finalistas do Jabuti número 50

1 de setembro de 2008

Foi divulgado dia 28 de Agosto os 10 finalistas do Prêmio Jabuti de 2008. Os mais votados para “melhor livro de romance” são:

O sol se põe em São Paulo - Bernardo Carvalho

Antonio - Beatriz Bracher

O filho eterno - Cristovão Tezza

Rakushisha - Adriana Lisboa

Era o tempo do rei - Ruy Castro

As flores do jardim da nossa casa - Marcelo Lacerda

A chave de casa - Tatiana Salem Levy

A muralha de Adriano - Menalton Braff

Longe de Ramiro - Chico Mattoso

Contramão - Henrique Schneider

Não disfarçamos em puxar a sardinha para o nosso lado e torcer para Cristovão Tezza que colaborou com a edição A da Arte e Letra: Estórias. Os vencedores serão divulgados dia 23 de Setembro e a cerimônia de entrega dia 31 de Outubro.

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